Enquanto o livro não vem.


A ponte.

 

Eu sou a ponte.

A maldita que separa os amantes

A que de um lado anda perdida

E do outro se curva à solidão

Sou mão única que aproxima o louco

divide os corações,

permite a caminhada soturna do lobo

e sepulta os suicidas.

Sou aquela que te leva para o outro lado

Que range quando pisas

E que mesmo assim se balança toda de felicidade

sempre que por mim retornas.



Escrito por Cíntia Rosângela às 14h38
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